Um grupo de técnicos e gestores reuniu no
último dia 24 para afinar os detalhes de um dos projetos considerados
estratégicos para o Governo Estadual. Iniciada já nos primeiros meses da
gestão atual, a ação tem como objeto o levantamento minucioso da
situação econômica, fiscal e social do estado que servirá como subsídio
para elaboração de uma política de desenvolvimento que transcenda o
próprio governo e se torne uma política de Estado, dando condições ao
desenvolvimento do Pará até o ano de 2030.
Trata-se
do Pará Estratégico 2030, projeto que deve ser apresentando, em forma
de diagnóstico, no dia 20 de junho em uma audiência pública especial na
Assembleia Legislativa do Estado. Esse documento traz todos os
indicadores que tornam possível uma visão ampla e detalhada dos riscos e
dos potenciais econômicos do Estado, servindo tanto à formulação de
políticas públicas quanto aos investidores que tem interesse em se
instalar em nosso território.
Coordenado pela
Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção
(Sedip), que tem Sidney Rosa como titular, o projeto inclui técnicos das
11 secretarias executivas e órgãos de governo vinculados à pasta. Quem
coordena os trabalhos de diagnóstico e, agora, a fase de elaboração do
plano, é a professora doutora Maria Amélia Enriquez, adjunta da
Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom).
“No dia 20 nós vamos apresentar um diagnóstico e as projeções do
governo para o futuro do Estado. Já em outubro, será apresentado o
Plano, ou seja, um documento com propostas, metas e diretrizes para o
desenvolvimento sustentável do Pará até o ano de 2030”, explica a
professora, doutorada pela Universidade de Brasília em Desenvolvimento
Sustentável e ex-técnica do Ministério de Minas e Energia do Governo
Federal.
Segundo Maria Amélia Enriquez, a economia
do Pará está dividida em três eixos: a) o eixo dos projetos de
desenvolvimento de energia, mineração, agronegócio e infraestrutura,
onde o estado deve concentrar esforços para extrair e obrigar cada vez
mais os grandes projetos a darem garantias ambientais e sociais,
minorizando os impactos e ampliando os benefícios desses empreendimentos
à população, b) as economias tradicionais do extrativismo, agricultura
familiar, pesca artesanal, economia de subsistência e outras, que serão
alvo de um trabalho direcionado do governo que as amplie e desenvolva em
benefício da qualidade de vida das populações rurais e crescimento
sustentável e, finalmente, c) o eixo da inovação, da economia criativa,
do turismo, biotecnologia e todo o potencial de desenvolvimento de
setores menos tradicionais e mais modernos da economia, projeto que deve
estar vinculado à uma política educacional e social.
É nesse sentido, e a partir desses três eixos, que o governo tem
buscado as contribuições de cada setor de gestão e produção para
elaborar o plano. Na reunião de sexta-feira, além dos técnicos de
governo esteve presente, como observador, o professor Fabio Carlos da
Silva, diretor geral do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea) da
Universidade Federal do Pará (UFPA) e secretário executivo da Incubadora
de Políticas Públicas da Amazônia. “Na verdade, há uma mobilização para
que este planejamento do desenvolvimento do Pará seja uma política de
Estado e não uma política deste governo. E, pelo que tenho visto, nós
temos tudo para isto acontecer”, disse o professor.
O plano Pará Estratégico deverá ser publicado em outubro após uma série
de oficinas com secretarias de governo e outros órgãos para a
elaboração de propostas e incorporação de novas contribuições ao
projeto.
Fonte: Agência Pará
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