terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pará participa da Feira das Américas no Rio de Janeiro


Entre os dias 19 e 21 de outubro os participantes da Feira das Américas – ABAV 2011- vão ter a oportunidade de conhecer os princiapis produtos turísticos do Pará, no estande que a Companhia Paraense de Turismo – Paratur, instalou no evento, que acontece no Riocentro, Rio de Janeiro. O estande do Pará, com 110m², terá como tema o Círio e será uma réplica da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré e receberá plotagens com imagens das seis regiões turísticas do Pará, pólo Belém, Marajó, Tapajós, Amazônia Atlântica, Araguaia Tocantins e Xingu. No local a equipe de marketing da Paratur vai distribuir material promocional do Estado, incluindo fitinhas de Nazaré, bombons, saches com cheiro do Pará, e muito mais. Vídeos com informações turísticas do Pará também vão ser exibidos aos participantes.

Adenauer, Góes, presidente da Paratur, além da abertura oficial do evento aproveita para fazer um trabalho de articulação dos agentes de viagens e operadores participantes da ABAV, que é o evento mais importante do setor em toda a América Latina. Para ele, é fundamental a participação do Governo do Estado com um estande temático no evento. "O estande é o espaço em que o profissional de turismo, o empresário, o agente de viagens do Pará pode somar com a Paratur na oferta dos nossos principais produtos turísticos". Diz Adenauer Góes que durante a Abav participa também da reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Turismo - FORNATUR e da entrega da Medalha de Mérito Turístico à cantora paraense Fafá de Belém.

Pará: obra-prima da Amazônia

Conhecer o Pará, obra-prima da Amazônia, é fazer um mergulho em um mundo repleto de manifestações culturais, delícias gastronômicas típicas, riquezas naturais e patrimônio histórico únicos no Brasil e, claro, ter contato com a receptividade cativante do povo paraense. O turista que escolhe este destino deve estar atento a pelo menos três dos principais roteiros: Belém, Cultura, Fé e Natureza, o Tapajós, Amazônia, Selva e História e o Amazônia do Marajó. Uma dica é chegar no mês de outubro e participar do Círio de Nazaré, maior manifestação de fé católica da Amazônia. Não deve ficar de fora um passeio bem cedinho nos complexos Ver-o-Peso e Feliz Lusitânia, em Belém, visitar a bela vila de Alter-do-Chão, em Santarém, no pólo Tapajós e conhecer a força da cultura e da natureza do Marajó, apenas alguns dos atrativos imperdíveis para quem dispõe de pelo menos uma semana para estar no Pará.

ROTEIROS DO PARÁ BELÉM, CULTURA, FÉ E NATUREZA

Belém se mostra ao turista sempre encantadora, com seus traços marcados por fortehibridez cultural e arquitetônica. Nobairro da Cidade Velha, salta aos olhos ocontraste do patrimônio histórico – herançade Portugal e outras influências européias,refletida no casario antigo – com opós-moderno, representado pela Estaçãodas Docas, onde todos se encontram, noalmoço, no pôr do sol ou noite adentro,para se deliciar com a brisa do rio Pará,com a alegria contagiante do local e como cardápio de excelente qualidade, comoexige o rigor da culinária paraense.

Basílica de Nazaré, Teatro da Paz, Praçada República e Praça Batista campostambém devem ser visitados. OMangal das Garças,às margens do rio Guamá, povoado de avesraras da Amazônia. Uma flora típica em desenvolvimento,escolhida para ser uma das mostrasmais perfeitas da nossa floresta tropical, se impõe por todos os lados. Do alto doFarol, uma vista quase completa de Belém,que aos poucos abre suas janelaspara o rio. No Espaço São José Liberto, encontramoso Pólo Joalheiro, onde o ouro e outras riquezasminerais do Pará são transformadosem jóias de puro requinte.

A natureza verde de Belém ainda pode ser vista no Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves, no Museu Paraense Emílio Goeldie no Bioparque Amazônia. No entorno da cidade, mais de 70 ilhas e um cotidianode vida ribeirinha encantador. Carimbó, siriá,marujada, boi bumbá, pássaros juninos,lundu, brega, tecnobrega, guitarradae calypso são alguns dos ritmos que embalamas manifestações culturais – entreas quais se destaca o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira da Amazônia,sempre no segundo domingo de outubro,quando mais dois milhões de fiéis e milharesde turistas se encontram numa gigantescademonstração de fé.
Estação das Docas e Mercado Ver-o-Peso- Construída a partir de quatro antigos galpõesde ferro ingleses do século XIX, o complexoturístico e gastronômico Estação das Docasreúne restaurantes, uma mini-fábrica decerveja, bares, lanchonete, sorveteria, espaçopara eventos, teatro, museu e terminal fluvial.
Ao lado temos a maior feira livre da América Latina,o Ver-o-Peso, um dos maiores símbolos do povo eda cultura paraenses, com seu misticismo, crenças ehábitos. Inaugurado no final do Século XVII comoposto de fiscalização e tributos, o mercado combinaestilos neo- clássicos com peçasde ferro e gradil importados da Europa.
TAPAJÓS, AMAZÔNIA, SELVA E HISTÓRIA
No pólo turístico Tapajós, o Pará se revela com o que tem de mais atraente na Amazônia: a flora, a fauna e a história. Lá encontramos Santarém, com inúmeras opções de artesanato, passeios, gastronomia regada a peixes típicos, belos e confortáveis hotéis. À frente da cidade, o fascinante encontro das águas esverdeadasdo rio Tapajós com as águas barrentasdo Amazonas, que por quilômetros seguem lado a lado mas nunca se misturam.O fenômeno atrai turistas de todo o mundo, assim como a bela vilade Alter do Chão, maior aquífero do mundo.Vila turística a 32 km de Santarém, às margens do Rio Tapajós, afluente do Amazonas. Olugar, rota de grandes cruzeiros marítimos,apaixona seus visitantes pela belapraia de águas doces e esverdeadas eareia branca, às margens do Tapajós.Canoeiros ficam na orla, à espera dosapaixonados pela natureza, para um inesquecívelpasseio pelo Lago Verde,até aIlha do Amor, lugar de rara beleza, assimcomo a comunidade Maguary. Outra opçãoé uma trilha pela floresta até a Serrada Piroca, de onde a vista panorâmica deAlter do Chão é inesquecível. Antes de seguir,vale se deliciar com a “piracaia”, peixeassado na brasa servido em um ritualtipicamente tapajônico.
Recomenda-se visitar Santarém o anotodo, mas no mês de setembro a naturezaé mais generosa, ao revelar toda a exuberânciada praia de Alter do Chão. É tambémquando acontece o Sairé, principalmanifestação cultural do lugar, um ritualde ritmos, cores e coreografias indígenas,
com destaque para o duelo dos botosCor-de-Rosa e Tucuxi. O Sairé é uma festividadede caráter religioso introduzida nasmissões religiosas da Amazônia pelos jesuítas,no Século XVII.
AMAZÔNIA DO MARAJÓ
Ao desembarcar no Porto do Camará, em Salvaterra, na Ilha do Marajó, o turista deve estar preparado para apreciar praias de águas mornas e
salobras, observar búfalos que servem de montaria à polícia e aos visitantes, trilhas no mangue, em campos naturais, passeios de canoa e revoada de guarás, esses são alguns dos atrativos da maior ilha fluvial e marítima do mundo, a lha de Marajó. Passeios por campos alagados e degustação do queijo bubalino, oferecidos nos hotéis e fazendas que recebem os visitantes, também são convites irrecusáveis para quem deseja conhecer o arquipélago do Marajó, composto por aproximadamente 3 mil ilhas e ilhotas distribuídas em 15 municípios, numa área de 49.606 km² banhada pelo Oceano Atlântico, pelos rios Amazonas e Pará.
A beleza exótica do Marajó é vista em pequenos rios e igarapés que criam áreas alagadas, refúgio dos fortes búfalos, principal produto pecuário da região. A Praia do Pesqueiro, no município de Soure, tem um encanto que atrai turistas de todo o mundo. O artesanato marajoara também merece ser visto, com seus desenhos inconfundíveis aplicados em cerâmicas e peças de vestuário de couro bubalino.
Inspiradas na região, as jóias do Pará são produzidas a partir de sementes, folhas e cipós, alguns dos artigos encontrados nas feiras e barracas de lembranças dos municípios marajoaras.
É imperdível no Marajó: a Reserva Extrativista Marinha de Soure, que abrange uma área de 27.463.58 hectares, denominada Manguezal de Soure. Merece atenção especial a Praia do Pesqueiro, com três quilômetros de extensão e inúmeros coqueiros, marca registrada do local. Possui barraquinhas com serviços de bar e restaurante e uma culinária cuja especialidade são os peixes regionais e o caranguejo toc-toc. Recomenda-se reservar de 5 a 8 dias para conhecer os principais encantos do arquipélago do Marajó, que envolve centenas de ilhas, entre elas: Marajó, Mexiana, Caviana, Janaucu, Jurupari e ilha do Pará.
MOTIVOS PARA VISITAR O PARÁ
Em sua viagem ao Pará não deixe de se encantar com:
BELÉM

• Artesanato: brinquedos de miriti, cerâmica, biojóias,cuias;
• Gastronomia: pato no tucupi, maniçoba, tacacá;
• Manifestações culturais: carimbó, marujada, sairé,
• Círio de Nazaré: ocorre no segundo domingo de outubro, reúne mais de 2 milhões de romeiros em procissão que sai da Catedral da Sé e segue pelas principais ruas de Belém com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré até a Basílica Santuário de Nazaré, cumprindo ritual de mais de 200 anos;
• Complexo do Ver-o-Peso: feira livre, mercado a céu aberto e doca);
• Complexo Estação das Docas: 32 mil m2 de extensão e 500 m de orla fluvial, com bares, restaurantes, sorveterias, nfeira de artesanato e lojas;
• Complexo Feliz Lusitânia: Catedral Metropolitana, Igreja de Santo Alexandre, Museu de Arte Sacra, Forte
do Presépio e Casa das Onze Janelas);
• Tour fluvial: pelos rios Guamá e Pará, com vista da orla fluvial de Belém e ilhas adjascentes;
• Vila de Icoaraci: maior centro de produção de cerâmica marajoara, tapajônica e maracá;
• Museu Zoobotânico Emilio Goeldi e Mangal das Garças;
•Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves
• Ilhas: Mosqueiro, Outeiro, Cotijuba, Ilha das Onças, Ilha dos Papagaios;
MARAJÓ
• Ilha do Marajó: Soure, Salvaterra, Cachoeira do Arari (Museu do Marajó)
TAPAJÓS
• Santarém, Alter-do-Chão, encontro das águas

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