terça-feira, 25 de outubro de 2011

Turismo rural será alternativa de emprego e renda no Pará

Um conjunto de ações num esforço integrado do governo do Estado vai alavancar o turismo rural como um novo nicho de economia no Estado. O primeiro passo nessa direção foi dado nesta sexta feira (21), com a assinatura de um termo de cooperação técnica entre a Secretaria Estadual de Agricultura (Sagri), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Companhia Paraense de Turismo (Paratur) e Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).
O ato, presidido pelo secretário especial de Incentivo à Produção, Sidney Rosa, fez parte da programação paralela da Frutal Amazônia e Flor Pará, que acontecem até domingo (23), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A presidente da Emater, Cleide Amorim, falou da importância de incluir as comunidades produtoras na rota do turismo rural. “Atravessar a baía para deitar na rede e tomar uma cuia de açaí ou apreciar a corrida do cavalo marajoara são atividades características da nossa região que encantam o visitante”, exemplificou.
“A força do Pará está nas suas belezas, como a praia de Alter-do-Chão, em Santarém, ou as regiões do Araguaia e Marajó. O que precisamos é criar uma consciência política estadual para cuidar do que é nosso. O turismo é a atividade mais importante do mundo e o Pará precisa se posicionar nesse mercado”, complementou o presidente da Faepa, Carlos Xavier.
O presidente da Paratur informou que 50% dos atrativos da Amazônia estão no Pará e que o turismo rural cresce 30% ao ano no Brasil. “O Pará está no rabo da fila, mas tem o que oferecer”, disse Adenauer Góes. Ele anunciou que vai lançar, dia 31 deste mês, o Plano Estadual de Turismo até 2020, que também contempla o segmento rural por meio dos eventos agropecuários.
O secretário estadual de Agricultura, Hildegardo Nunes, que observou o turismo rural numa feira da agricultura familiar na Alemanha, de onde retornou esta semana, informou que lá existe até o Turismo do Sofá, onde as pessoas se cadastram para dormir no sofá de outras famílias como forma de interagir e suprir a necessidade de convivência. “Temos de ser um pouco médico e louco para ousar ou então não avançamos”, brincou.
A tarefa não é só do Pará, mas do Brasil, que recebe apenas cinco milhões de turistas por ano, enquanto a França, país muito menor, recebe 72 milhões, informou Sidney Rosa. “É nosso dever promover o turismo não só para o estrangeiro, mas principalmente para os brasileiros, mas todo esse esforço articulado não vai valer a pena se também não avançarmos no combate à violência e a insegurança que afasta os visitantes do Brasil”, alertou.  
Leni Sampaio – Sagri

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