Um conjunto de ações num
esforço integrado do governo do Estado vai alavancar o turismo rural como um
novo nicho de economia no Estado. O primeiro passo nessa direção foi dado nesta
sexta feira (21), com a assinatura de um termo de cooperação técnica entre a
Secretaria Estadual de Agricultura (Sagri), Empresa de Assistência Técnica e
Extensão Rural (Emater), Companhia Paraense de Turismo (Paratur) e Federação da
Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).
O ato, presidido pelo
secretário especial de Incentivo à Produção, Sidney Rosa, fez parte da
programação paralela da Frutal Amazônia e Flor Pará, que acontecem até domingo
(23), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A presidente da
Emater, Cleide Amorim, falou da importância de incluir as comunidades
produtoras na rota do turismo rural. “Atravessar a baía para deitar na rede e
tomar uma cuia de açaí ou apreciar a corrida do cavalo marajoara são atividades
características da nossa região que encantam o visitante”, exemplificou.
“A força do Pará está nas
suas belezas, como a praia de Alter-do-Chão, em Santarém, ou as regiões do
Araguaia e Marajó. O que precisamos é criar uma consciência política estadual
para cuidar do que é nosso. O turismo é a atividade mais importante do mundo e
o Pará precisa se posicionar nesse mercado”, complementou o presidente da
Faepa, Carlos Xavier.
O presidente da Paratur
informou que 50% dos atrativos da Amazônia estão no Pará e que o turismo rural
cresce 30% ao ano no Brasil. “O Pará está no rabo da fila, mas tem o que
oferecer”, disse Adenauer Góes. Ele anunciou que vai lançar, dia 31 deste mês,
o Plano Estadual de Turismo até 2020, que também contempla o segmento rural por
meio dos eventos agropecuários.
O secretário estadual de
Agricultura, Hildegardo Nunes, que observou o turismo rural numa feira da
agricultura familiar na Alemanha, de onde retornou esta semana, informou que lá
existe até o Turismo do Sofá, onde as pessoas se cadastram para dormir no sofá
de outras famílias como forma de interagir e suprir a necessidade de
convivência. “Temos de ser um pouco médico e louco para ousar ou então não
avançamos”, brincou.
A tarefa não é só do Pará,
mas do Brasil, que recebe apenas cinco milhões de turistas por ano, enquanto a
França, país muito menor, recebe 72 milhões, informou Sidney Rosa. “É nosso
dever promover o turismo não só para o estrangeiro, mas principalmente para os
brasileiros, mas todo esse esforço articulado não vai valer a pena se também
não avançarmos no combate à violência e a insegurança que afasta os visitantes
do Brasil”, alertou.
Leni Sampaio – Sagri
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