sexta-feira, 9 de junho de 2017

29º FESTIVAL JUNINO DE BRAGANÇA INICIOU NESTA QUINTA-FEIRA

Foto:  Prefeitura de Bragança

A 29º edição do Festival Junino de Bragança começou nesta quinta-feira (08),
na Estação Cultural Armando Bordallo no centro da cidade. Que acontece entre os dias 08 a 11 de junho, com o tema “Arraial dos Caetés”. Realizado pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura, desportos e Turismo.

O festival preparou uma programação imperdível com suas melhores atrações culturais para agitar esses quatro dias de festa, com muita quadrinha, bois-bumbá, cordão de pássaro e shows culturais. Os espaços mais atrativos do Festival, como, a Casa da Farinha”, “Casa Caeteuara” de artesanato e “Casa do Xote”, neste ano veio em um formato maior para garantir mais conforto ao público, além da arena de apresentações folclóricas e das 37 barracas para a venda de comidas típicas.

O Festival Junino de Bragança é um evento tradicional, realizado desde o ano de 1988, que tem como objetivo o desenvolvimento, produção e criação de expressões culturais populares. É montada uma grande estrutura na praça de eventos da cidade, onde quadrilhas, bois-bumbá, cordões de pássaro, grupos musicais se apresentam e mais de 50 mil pessoas passam pelo evento nos quatro dias de festejo.

Desde o ano de 2011, foi introduzida ao evento, a “Casa Caeteuara”, espaço para a comercialização e demonstração do artesanato local, a “Casa do Xote”, espaço para dançar, nas noites do festejo, ao som do xote bragantino na rabeca, e a “Casa da Farinha”, espaço de demonstração do processo de produção da farinha de mandioca e outros produtos derivados dessa raiz, importante produto, base na alimentação da população bragantina. Essa mistura dá um toque bem peculiar às brincadeiras juninas.

Na noite de abertura, teve a presença do prefeito de Bragança, Raimundo de Oliveira, que abriu os festejos juninos que este ano, contou com a presença do ministro do turismo, Marx Beltrão. A programação começou no palco tradicional com a apresentação do boi-bumbá Pingo de Ouro, quadrilha infantil Arraial de São João, boi-bumbá Caprichoso da Fazendinha, Cordão de Pássaro Arara Vermelha, boi-bumbá Promesseiro do Treme, Quadrilha Juventude Bragantina, boi-bumbá Caprichoso Luxo do Povo e quadrilha Império de São João. Na “Casa do Xote” se apresentou a rede Catinguenta e Rabecas de Bragança. Quem encerrou a primeira noite no palco de shows foi Antonio Marcos.

A programação cultural continua nesta sexta-feira, com concurso de quadrilhas e bois-bumbá, show na “Casa do Xote” e no palco principal com o Arraial do Pavulagem, grupo paraense de grande reconhecimento nacional. O festival vai até domingo, segue a programação abaixo:


Venha conhecer o jeito do Norte de festejar e dançar quadrilha! 


Por Trayce Melo – Estagiária 

quarta-feira, 7 de junho de 2017

ARENA GUILHERME PARAENSE GERA EMPREGO E RENDA AOS TRABALHADORES DE BELÉM

Foto: Thiago Gomes/ Ag. Pará
A Arena Guilherme Paraense, conhecido como Mangueirinho é um ginásio com capacidade para 11.970 pessoas, e está localizado no complexo esportivo do estádio Mangueirão, na rodovia Augusto Montenegro em Belém, Pará. 

Quem foi Guilherme Paraense: O nome é uma homenagem ao primeiro esportista brasileiro a conquistar uma medalha de ouro na edição dos VII Jogos Olímpicos de Verão da Antuérpia (Bélgica), em 1920, modalidade tiro. Guilherme Paraense nasceu em Belém do Pará, no dia 25 de junho de 1884. Aos cinco anos de idade foi para o Rio de Janeiro, onde começou a frequentar a Escola Militar de Realengo. Foi militar integrante do Exército Brasileiro, com a patente de tenente e atleta do Fluminense Football Club.

Foto: Rodolfo Oliveira/ Ag. Pará
Estrutura: Obedece às especificações do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Possue sete vestiários, sendo dois masculinos, dois femininos, dois para pessoas com deficiências e um para árbitros. No local, estão disponíveis 24 banheiros (oito para pessoas com deficiência). Tem sistema de WI-FI, totalmente refrigerado, espaço com bares e restaurantes, salas de serviço médico e segurança, dois elevadores, oito cabines de imprensa, moderno placar eletrônico de quatro faces, capacidade para 224 vagas no estacionamento e quatro portões de acesso ao público.
Acessibilidade: Segue os padrões internacionais de infraestrutura com garantia de acessibilidade, equipados com rampas, banheiros adaptados para portadores de deficiência, vestiários e espaço reservado com 247 lugares na arquibancada.

Quadra: O piso possui dimensões de 30m x 50m, totalizando uma área de 1.500m² em madeira de lei, com o chamado “piso flutuante”, que é constituído de amortecedores de borracha neoprene, destinados a reduzir impactos sobre o assoalho.

Cadeiras/ Arquibancadas: As cadeiras do ginásio são do mesmo material utilizado nos estádios brasileiros da Copa do Mundo de 2014. Possuem encosto, são constituídas de resina plástica, e possuem características anti-chama e anti-mofo.

Sistema de monitoramento com câmeras: Para servir de apoio à segurança, o Circuito Fechado de Televisão permite supervisionar áreas internas e externas, garantindo segurança aos usuários e ao patrimônio, com nove câmeras externas e mais de 40 internas foram instaladas.    
        
É o primeiro espaço multiuso do Estado capacitado para realização de qualquer evento de nível internacional, seja esportivo, como vôlei, basquete, handebol e futsal, assim como artístico, por exemplo, UFC ou shows musicais, religiosos e ações corporativas, já que dispõe de um palco móvel.
Já recebeu eventos como a superliga de vôlei masculino, torneio quatro nações de handebol feminino que trouxe para Belém as delegações de Cuba, Eslováquia, Uruguai e do Brasil, realizou a 1ª edição do Festival Musical Gospel AdoraAção para arrecadação de alimentos e shows com grandes nomes da música paraense, como, Fafá de Belém, Pinduca, Chimbinha, Lia Sophia, Nilson Chaves, Liah Soares, Manoel Cordeiro, Felipe Cordeiro e outros.
A arena gera emprego e renda aos trabalhadores de Belém. Os maiores exemplos vêm das empresas de higiene, limpeza e manutenção dos equipamentos de elevadores, ar-condicionado, placares e alarmes eletrônicos, sistemas elétrico e hidráulico, além de jardinagem e conservação da quadra. Com a estadia dos atletas por conta dos torneios esportivos os mercados da hotelaria, transportes, culinária, academia de ginástica e entre outros tem grande demanda. 

Para mais informações:

Endereço: Rod. Augusto Montenegro, 524 - Castanheira, Belém - PA, 66640-000

Telefone: (91) 3201-2300



Por Trayce Melo – Estagiária 

segunda-feira, 29 de maio de 2017

PROJETO WAVES FOR WATER CHEGA AO COMBU

Foto: Instagram de Fabíola Fantin (@fafantinf)

A atriz Priscila Fantin, esteve há pouco tempo no Pará, acompanhada da irmã Fabíola Fantin, em convite por Sebá Tapajós, para implantar o projeto “Waves For Water”, responsável por fornecer água potável para quem precisa em todo o mundo. 

O criador da ONG “Waves For Water” é o surfista americano Jon Rose, e a proposta do projeto é levar água potável de forma prática e acessível para todas as pessoas que não tem acesso à ela, levando o filtro para diversas regiões que sofrem com a falta d’água no mundo. A "Waves For Water" já levou a iniciativa para mais de 20 países e levou acesso à água potável para mais de 10 milhões de pessoas.

O projeto irá beneficiar os moradores da Ilha do Combu, ao entorno de Belém, capital do Pará. As primeiras famílias beneficiadas com o projeto pela nova tecnologia já são assistidas pelo projeto “Street River”, primeira galeria fluvial do mundo, criado por Sebá Tapajós em 2015. As obras são as casas da comunidade do Igarapé Combu, que tiveram suas casas grafitadas inspiradas no cotidiano ribeirinho, suas cores e a cultura rica do povo amazônico. A "Street River" é composta atualmente por 12 obras de Sebá e artistas brasileiros convidados.

Foram distribuídos 13 filtros em pontos estratégicos dos igarapés, e cada filtro tem capacidade de filtrar 1 milhão de baldes de água em até 5 anos, favorecendo cerca de 1.300 pessoas por dia na região dos igarapés.

Em sua rede social, a atriz Priscila Fantin escreveu: “Vim para Belém encontrar meu amigo Sebá Tapajós e trazer filtros para população ribeirinha que ele me apresentou.
Ontem e hoje instalamos 13 filtros, o que abastecerá 1300 pessoas por dia com água potável por 5 anos! A "Waves for Water" tem mudado a vida de muita gente ao redor do mundo, transformando água suja em água de beber. E eu, enquanto ser humano, sou extremamente grata a eles por se preocuparem com isso. Afinal, a falta de água potável mata uma criança no mundo a cada 15 segundos... Juntos, podemos nos cuidar. Estou apaixonada por esse lugar, pela riqueza natural que tem aqui e por essas pessoas tão felizes e cheias de amor no coração.”


Informações sobre o filtro: https://store.wavesforwater.org/

Por Trayce Melo – Estagiária 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

DIÁRIO DE BORDO: A ROTINA DAS COMUNIDADES DO PESQUEIRO E CÉU NA RESERVA EXTRATIVISTA MARINHA DE SOURE



Deoclécio Neves nos conta sobre sua viagem com os alunos do curso de turismo da Fapan. A qual vivenciou a rotina das comunidades do Pesqueiro e Céu na Reserva Extrativista Marinha de Soure. Venha conhecer!



“A nossa viagem começou no Porto de Icoaraci às 7h da manhã  para o Porto de Camará/Salvaterra - Ilha do Marajó em um ferryboat, de lá pegamos uma Van que nos levou até a Comunidade do Pesqueiro/Soure, o trajeto é fascinante, pode-se avistar os tão famosos búfalos do Marajó, seja nas fazendas ou circulando nas ruas das cidades de Salvaterra e Soure.








Na Comunidade do Pesqueiro/Resex Mar Soure, ficamos hospedados em uma das casas de moradores locais que já recebem com frequência visitante, desfrutamos da rotina deste morador, e também saboreamos a culinária local ofertada pela Associação de Mulheres e Moradores Extrativistas da Vila do Pesqueiro – ASMMEP.






No período da tarde, conhecemos a Praia do Pesqueiro, lugar de raras belezas cênicas, onde o fluxo de marés alta e baixa é separado por intervalos de 6h aproximadamente, os ventos são constantes e tornam a temperatura agradável, já o solo é arenoso, mas em áreas que sofrem o fluxo das marés é bem firme, já nas áreas que as marés altas não alcançam a areia é fina e fofa. Nesta praia pode-se avistar revoadas de vários pássaros que habitam um mangue bem conservado com árvores que ultrapassam os 25m de altura.







À noite, foi à vez de apreciarmos a apresentação do Grupo de Carimbó da Vila do Pesqueiro, um espetáculo de música e dança que reflete todo o processo de formação do povo paraense.





Na manhã do dia seguinte, foi à vez de conhecermos a Comunidade do Céu que é vizinha a Vila do Pesqueiro, que é necessário a travessia de um pequeno rio que aparece nas marés baixas, feito em embarcações que normalmente são utilizadas para pesca artesanal. A Comunidade do Céu é composta por pescadores artesanais e extrativistas que conservam o modo de vida em equilíbrio com o ecossistema local.







A comunidade administra uma pequena pousada e restaurante que serve água de coco e culinária local a base de peixe, caranguejo e galinha caipira. A praia do Céu é bem rústica, permite banho e caminhada, proporcionando o contato com a fauna e flora local.”










Dicas de viagem a Resex Mar Soure:

- Se possível, contrate o serviço de um condutor local, existem algumas programações já estruturadas em fazendas marajoaras, inclusive com degustação de queijo, sucos de frutas regionais entre outras iguarias; passeios ecológicos pelo mangue e praias (Pesqueiro, Barra Velha, Céu), os passeios ecológicos podem ser realizados com caminhadas ou com uso de bikes.

- Visite as comunidades praianas do Pesqueiro e do Céu e também ao Ateliê Art. Mangue Marajó, no bairro do Pacoval, onde se pode adquirir artesanato local (cerâmica Marajoara). Fruto de um trabalho social desenvolvido na comunidade pertencente à Resex Mar Soure, também, sempre as quartas-feiras, no fim de tarde, a comunidade promove uma rodada de carimbó ao som dos Tambores do Pacoval (é pedida uma contribuição aos visitantes como forma de manter os projetos sociais da Comunidade).

Fotos: Deoclécio Neves

Por Trayce Melo – Estagiária