quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Festival Gastronômico abre com ritual quilombola de Moju

O jantar de abertura do Festival Gastronômico Paraense, um dos pontos altos da 5ª Feira Internacional de Turismo da Amazônia (5ª FITA), que acontece entre os dias 12 e 15 deste mês, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, terá um ritual pouco conhecido pelo público paraense, quando 200 convidados do pólo Amazônia Atlântica irão experimentar uma bebida especial a base de cana e ervas e com supostos poderes curativos, produzida pelos remanescentes de quilombos do município de Moju (61 km de Belém), o Emu quilombola.
Para isso, 25 pessoas da comunidade de África e Laranjituba, duas das cinco comunidades quilombolas existentes naquele município, estarão apresentando aos visitantes as raízes de uma tradição que provavelmente deve ter se originado do XVII, quando da vinda de escravos e senhores feudais para a região. Vestidos com indumentárias que remetem aos cultos afro-descendentes e que a comunidade luta para preservar, deve despertar a atenção do público um senhor de 63 anos.

Com trajes que se diferenciam dos demais, seu Albertino é uma espécie de rei do quilombo, conhecido e respeitado por todos os moradores daquela região, que reúne cerca de 400 famílias. Pela tradição, ele é o exemplo de conduta moral que deve repassar principalmente aos jovens o significado de preservarem os costumes e tradições quilombolas.

Seu Albertino também exerce papel importante no ritual de consagração do Emu quilombola por ser a única pessoa autorizada a provar a bebida e liberá-la para consumo na comunidade, após um processo de apuração que dura em média 12 dias.

Durante o jantar do Festival Gastronômico, enquanto os outros representantes das comunidades quilombolas o auxiliam no ritual, ao som das danças afro-brasileiras que, segundo a tradição, são usadas para receber os visitantes e “abrir o universo para atrair as divindades”, seu Albertino tomará a primeira dose da bebida e apresentá-la, pela primeira vez, a um público fora do quilombo. “Sou o responsável por ingerir a bebida e, se não tiver no ponto, não libero para consumo. Isso nunca aconteceu, mas é a tradição”, contou ele.

Segundo Raimundo Magno Nascimento, morador da comunidade e representante da Associação Quilombola de África e Laranjituba, o ritual de preparo do Emu quilombola começa desde a coleta dos ingredientes que serão utilizados. “A base da bebida, que é cana, após ser coletada, é moída e passa 12 horas para atingir o ponto de fermentação necessária. Nos outros dias são colocados os outros ingredientes a base de ervas, cascas, folhas e sementes, até se chegar ao ponto ideal em que se finaliza o ritual”, explicou ele.

Herança - O Emu que será servido no jantar da Amazônia Atlântica, no dia 12, a partir das 20h, no Salão B, do Hangar, foi preparado por três senhoras da comunidade, conhecidas como Dona Francisca, Dona Catarina e Dona Lula, que herdaram a receita das primeiras escravas que fundaram o quilombo no município de Moju. “Naquela época a bebida era usada como um dos medicamentos para tratamento de diversas enfermidades e até hoje ainda se usa para tal finalidade. Um recente exemplo de cura ao ingerir a bebida foi do senhor da comunidade, chamado Manoel dos Santos, que estava enfermo e desenganado pelos médicos”, disse Magno Nascimento, como é conhecido pelos moradores.

Para ele, apresentar uma bebida tradicional num festival internacional como a 5ª FITA será uma forma de atrair a atenção do público, das autoridades e do mundo para a importância de se preservar uma cultura tradicional. “Não é só a bebida que queremos apresentar, mas queremos pedir apoio para atrair investimentos para o trabalho desenvolvido na nossa comunidade e tentar a mudar a nossa realidade”.

Serviço - O Festival Gastronômico Paraense abre no dia 12, das 20 às 22h, no Salão B, do Hangar, com um jantar ofertado pelos municípios do pólo Amazônia Atlântica. Além da bebida Emu, será servido no jantar o “Peixe na palha da macaxeira”, do município de Curuçá, e “Biscoitos da fécula da mandioca”, de Marapanim.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Estudo mostra que Amazônia tem potencial para receber 3 milhões de turistas estrangeiros

A representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Daniela Nascimento, apresentou números de estudos de mercado feito pelo Programa de Apoio ao Ecoturismo e a Sustentabilidade Ambiental do Turismo (Proecotur). Ela revelou os dados estatísticos ao ministrar a palestra “Estratégias para Turismo Sustentável na Amazônia”, na manhã desta sexta-feira (13), como parte da programação da 5ª Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA), realizada no Hangar.

De acordo com a gerente técnica do Proecotur, a Amazônia Legal tem potencial para receber 3 milhões de turistas estrangeiros. “A gente tem muito a crescer. Possuímos um potencial fantástico. O que nos falta para atingir esses mercados? Para alcançar números e traças metas maiores?”, indagou ao público presente.

Segundo os estudos, em 2005, um total de 9,5 milhões de turistas europeus realizou alguma atividade relacionada à natureza nas viagens de férias de longa distância. O destaque maior ficar por conta dos alemães. Cerca de 30% dos germânicos buscam experiências no segmento ecoturístico, o que equivale a aproximadamente 28,7 milhões de habitantes.

Daniela Nascimento informou ainda que o Brasil recebe 0,7% dos 800 milhões de chegadas internacionais em todo o mundo, e que a Amazônia representa somente 0,05% desse fluxo. Porém, um Estudo de Interesses realizado com turistas de férias em visita a América do Sul em 2006 mostra o potencial altista para o ecoturismo na Amazônia. Segundo a pesquisa, 52% dos visitantes europeus, 43% dos asiáticos, 41% dos norte-americanos e 41% dos demais sul-americanos têm interesse em conhecer a região.

“Os superlativos (biodiversidade, fauna, rios, florestas, etc) da oferta estão subutilizadas na medida em que há necessidade de aprimorar e ajustar a formatação dos produtos existentes”, explicou ao informar que a Alemanha, a Inglaterra e os Estados Unidos são países de altíssima prioridade para investimentos em divulgação, produtos e ações de marketing. Além disso, Costa Rica, Peru, Venezuela, Equador e Namíbia são os principais destinos concorrentes do Brasil.

“Tendências indicaram ser um momento ideal para o desenvolvimento do turismo na Amazônia, reforçado pelo crescente interesse na natureza conservada. Há um interesse de volume que pode gerar mais negócios”, afirmou.

Turismo de Base Comunitária é alternativa de negócios no setor

Os riscos e a oportunidades do Turismo de Base Comunitária como alternativa de negócio no setor turístico foram alvo de debates, na manhã desta sexta-feira (13), durante a programação da 5ª edição da Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA), que ocorre no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.

De acordo com o coordenador de Infraestrutura, Transportes, Comunicação e Turismo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Donald Sinclair, o turismo de base comunitária utiliza os recursos de uma comunidade para atrair os visitantes e alcançar benefícios econômicos e culturais para os seus membros.

“No turismo de base comunitária, a comunidade tem a autoridade sobre a experiência vivenciada pelos turistas. E isso é muito importante e relevante para a atividade. A participação da comunidade é integral nesse processo”, explicou. “É importante ter em mente o padrão de qualidade. Os visitantes querem ter uma experiência natural, espontânea, nativa”, alertou.

Para ele, os principais riscos da atividade são: o cultural, na criação de uma apresentação artificial para entreter o visitante, que não refletem a realidade daquela comunidade; o aumento de atividades socialmente indesejáveis como prostituição, mendicância e pequenos crimes; e tensões sociais causadas pelo estilo de vida dos visitantes em comparação com os modos simples da comunidade.

Em contrapartida, Sinclair pontuou as várias oportunidades deste segmento turístico, tais como o reconhecimento e preservação cultural, as receitas provenientes de alojamentos para visitantes, as receitas oriundas dos serviços de turismo como guias e refeições, a receita da venda de artefatos culturais e ainda os ganhos com a cobrança de taxas para participação em eventos culturais. Além disso, segundo o coordenador da OTCA, o turismo de base comunitária proporciona oportunidades de emprego para os moradores da comunidade, especialmente as mulheres, fortalece as formas culturais, práticas culinárias, tradições e rituais, bem como possibilita financiamentos para proteção de áreas naturais.

Para o professor mestre em Geografia da Universidade Estadual do Pará (UEPa), Hugo Serra, a globalização é um antecedente muito importante para a compreensão do turismo de base comunitária, visto que permitiu a redução das distâncias graças aos avanços tecnológicos em transporte e comunicação. “O turismo é fruto da modernidade, então não se pode ser analisado fora desse contexto”, explicou. “A autonomia das comunidades, portanto, é uma importante ferramenta de democracia para que se possa alcançar o desenvolvimento”, afirmou ao explicar as relações sociais existentes na prática do turismo de base comunitária.

A turismóloga Ana Gabriela Fontoura, da Estação Gabiraba – operadora de turismo com foco no ecoturismo de base comunitária, falou da importância do trabalho conjunto, visando os investimentos e benefícios da comunidade envolvida, assim como o trabalho em parceria com ONGs e associações. “A questão financeira está presente no turismo de base comunitária. O importante é que essa distribuição financeira tem que ser justa, feita de forma igualitária, para que todos estejam confortáveis com a prática da atividade”, declarou.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Especialista ministra palestra sobre empreendedorismo na FITA 2010

Para promover a troca de experiência e conhecimento entre profissionais, acadêmicos e estudantes de Turismo e Administração de Empresas, a programação da 5ª Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA) inclui uma extensa lista de palestras e mesas redondas, reunindo alguns dos maiores especialistas do país.

A primeira delas ocorreu logo após a abertura oficial do evento, na manhã desta quinta-feira (12), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, ministrada pelo professor e PhD da Universidade de São Paulo, José Dornelas, que discorreu sobre o tema “Planos de Negócios que dão certo”.

Em sua apresentação Dornelas deu ênfase a importância do planejamento para o sucesso dos empreendimentos. “Estatisticamente mais de 50% das empresas quebram por falta de um planejamento formal”, alertou a platéia presente. Segundo ele, é necessário entender e estabelecer diretrizes para o negócio.

O especialista mostrou números de uma pesquisa da Harvard Business School, que mostra a importância da elaboração e execução de um Plano de Negócios. “Os Planos de Negócios aumentam em 60% a probabilidade de sucesso do empreendimento”, destacou.

Ele também fez menção sobre o cuidado que o empresário deve ter para os números de seu negócio e o planejamento financeiro. “Não tem jeito, quem quiser ser um empreendedor tem que entender os números. Veja bem, não estou dizendo que você precisa ser um especialista em finanças, mas é preciso estar atento a eles. Números como receita, fluxo de caixa, custos, lucros, dizem muito a respeito da ‘saúde’ de uma empresa”, explicou.

Dornelas ainda apresentou gráficos que denotam a força do empreendedorismo no Brasil. “Estudos mostram que o Brasil tem uma atividade empreendedora muito grande, pujante. Mas, isto não está se revertendo na geração de valor. O Plano de Negócios auxiliará o empreendedor a identificar as oportunidades, reconhecer as pessoas importantes para o negócio e como atrair recursos para o seu crescimento”, arrematou.

Dornelas é um dos mais requisitados conferencistas sobre o tema no país. Graduado pela USP São Carlos, com mestrado e doutorado também pela USP, fez seu pós-doutorado nos EUA, no Centro de Empreendedorismo do Babson College, considerada a melhor escola de negócios com foco em ensino de empreendedorismo no mundo. É autor de diversos livros como o best-seller nacional “Empreendedorismo, transformando idéias em negócios” e “Empreendedorismo Corporativo”, finalista do Prêmio Jabuti. Com sua larga experiência prestou consultoria para empresas do porte de Ambev, Bradesco, Braskem, Gerdau, HP, IBM, Microsoft, Nestlé, Telefônica, Unibanco, Vale, entre outras.

FITA 2010 é aberta oficialmente no Hangar

A quinta edição da Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA) foi aberta oficialmente, na manhã desta quinta-feira (12), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Este ano, a feira que prossegue até o domingo (15), tem como tema “O Turismo é negócio na Amazônia”

O evento contou com a presença de várias autoridades como a governadora do Estado do Pará, Ana Júlia; do presidente da Companhia Paraense de Turismo (Paratur), Luiz Souto, da representante do Comitê de Turismo da Guiana Francesa, Lydia Brito; do diretor geral da Fundação de Turismo no Suriname, Armand Li-A-Young; do coordenador de Turismo de Belém, Wady Khayat; e da diretora-superintendente do Sebrae-Pa, Cleide Rodrigues.

De acordo com o presidente da Paratur, Luiz Souto, a FITA é um momento ímpar da atividade turística no norte do Brasil. “A feira promove o intercâmbio cultural e fortalece a identidade dos amazônidas, constituindo-se também numa oportunidade de negócios aos nossos empreendedores”, afirmou em seu discurso de abertura. Ele também destacou a programação técnico-científica de palestras e mesas redondas, a Bolsa de Negócios envolvendo 26 operadores de turismo do Brasil e do exterior, bem como o Festival Gastronômico Paraense, que é a grande novidade desta edição do evento.

Segundo a governadora, Ana Júlia, a iniciativa foi muito oportuna e mostrará aos presentes ao evento o quão diversificada é a culinária paraense. “Eu achei a idéia fantástica. O Pará tem uma culinária muito rica, de pratos originais e de grande diversidade. Então, com o Festival Gastronômico estamos valorizando uma das coisas mais importantes do nosso estado”, afirmou.

O titular da Coordenadoria Municipal de Turismo (Belemtur), Wady Khayat, defendeu a importância de parceria no setor para o crescimento da atividade. “A FITA é um grande marco de desenvolvimento de ações de trabalho e de negócios na atividade turística. O turismo é uma das melhores fontes para geração de emprego e renda à população amazônica”, afirmou.

Para a diretora-superintendente do Sebrae-Pa, Cleide Rodrigues, a FITA é um evento consolidado e de grande importância para o crescimento econômico da região amazônica. “É a chance de integração entre os estados e países da Pan-Amazônia. É uma possibilidade para a região traçar estratégias claras que conduzirão o processo de desenvolvimento da atividade turística no território”, declarou.

Nesta sexta-feira (13), a programação da FITA terá a mesa redonda “Turismo de Base Comunitária: Risco ou Oportunidades?”, reunindo como debatedores o coordenador de Infra-estrutura, Transporte, Comunicação e Turismo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Donald Sinclair; Gabriela Fontoura da Estação Gabiraba e o professor mestre da Universidade Federal do Pará (UFPa), Hugo Serra. No período da tarde, Daniela Soares do Nascimento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), apresenta a palestra “Estratégias para Negócios Sustentáveis na Amazônia”.

Além disso, o o vice-presidente da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape-SP) ministra a palestra “Turismo Acessível: Inclusão de Pessoas com Deficiências na Atividade Turística”, enquanto que o professor mestre Sérgio Salvati, também da Avape-SP, dará o curso “Qualificação para Pessoas com Deficiência – PCD”.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Operadores de turismo e agentes de viagem participam de viagem técnica em Belém

Um grupo formado por dez agentes de viagem, dois operadores de turismo, um técnico da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) e um representante do Ministério do Turismo (MTur) participam, entre os dias 12 e 16 de agosto, da segunda fase do projeto Caravana Brasil Nacional, em Belém. A ação é uma iniciativa da Braztoa em parceria com o MTur, que conta com o apoio da Companhia Paraense de Turismo (Paratur).

A segunda fase do projeto, também chamada de Viagem Técnica, é composta por visitas técnicas aos empreendimentos e atrativos do destino em questão, além do Encontro de Conhecimento e Encontro de Avaliação. No primeiro encontro, o destino tem a oportunidade de apresentar para os operadores e agentes os atrativos que não foram possíveis de conhecer durante a realização da visita técnica. A ação será realizada em parceria com a Belemtur.

O Encontro de Avaliação é um momento que conta com a presença dos fornecedores e instituições locais convidadas do destino, na qual é feita uma avaliação pelos agentes e operadores da Caravana. Eles avaliam a oferta apresentada pelo destino, a precificação, a demanda existente e potencial, as relações comerciais e outras coisas que surgirem na discussão. A discussão é conduzida pela Braztoa e também se constitui em uma forma do grupo apontar o que eles viram de positivo e sugerir melhorias ao destino, se for o caso.

Entre os atrativos visitados pelos empresários do setor turístico estão Estação das Docas, passeio fluvial a Ilha dos Papagaios, Teatro da Paz, Pólo Joalheiro, Basílica de Nazaré, Museu Paraense Emílio Goeldi, produção cerâmica em Icoaraci, Mercado do Ver-o-Peso, Complexo Feliz Lusitânia, Mangal das Garças, Casa das Onze Janelas, Jardim Botânico Rodrigues Alves, Ilha de Mosqueiro e hotéis da capital.

Além disso, os operadores e agentes também participarão da Bolsa de Negócios, que ocorre durante a 5ª edição da Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA), na próxima sexta-feira (13), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.

Projeto - O Caravana Brasil Nacional é uma iniciativa que visa o crescimento e o desenvolvimento do mercado turístico nacional. Seu objetivo principal é apoiar a comercialização e estimular a ampliação e a diversificação da oferta de produtos turísticos nacionais.

Entre as principais ações estão as caravanas aos destinos turísticos selecionados em que acontecem visitas técnicas aos empreendimentos e atrativos. Durante a viagem são realizados ainda encontros entre fornecedores e representantes institucionais locais e os agentes e operadores participantes da caravana. Os encontros servem tanto a apresentação do destino e o estreitamento das relações comerciais quanto a apresentação da avaliação dos participantes da viagem em relação ao destino.

Outra ação de grande relevância é a realização de uma capacitação durante a viagem precursora. Na ocasião são apresentados ao destino conceitos de turismo e hospitalidade dentre outros, bem como instruções no que se refere à elaboração de tarifários e à adequação dos produtos ofertados para a comercialização junto ao mercado.

5ª FITA terá festival com o melhor da culinária dos pólos turísticos do Pará

Divulgar a gastronomia do Estado como diferencial competitivo no segmento do turismo e valorizar aqueles profissionais que fazem os melhores sabores do interior do Estado e ainda não são conhecidos do grande público. Esta é a proposta do Festival Gastronômico Paraense, uma das principais atrações da 5ª Feira Internacional de Turismo da Amazônia, que acontece de 12 a 15 deste mês, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.

Resultado de uma proposta construída entre a Companhia Paraense de Turismo (Paratur), Hangar, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (Famep), o festival pretende valorizar e apresentar ao público da 5ª FITA a gastronomia dos pólos turísticos. “A idéia é resgatar as comidas tradicionais dos municípios paraenses, associando também as cooperativas que produzem a matéria prima desse alimento”, explicou a gerente geral de Marketing da Paratur, Jacqueline Alves.

O festival será dividido em três noites com jantares reservados a 200 convidados onde serão apresentados as iguarias da culinária dos pólos Amazônia Atlântica (dia 12), Marajó (dia 13) e Araguaia Tocantins (dia 14). Os pratos serão preparados por representantes da gastronomia do interior do Estado indicados pelas associações dos municípios. A consultoria do evento é do chefe de cozinha, Fábio Sicília, e do representante da Abrasel, Marco Antônio D’ Ângelo.
Uma das principais atrações do festival será a participação do chefe de cozinha italiano, Fabrizio Innocenti. Reconhecido como um dos melhores chefes da Europa, Innocenti vai repassar aos cozinheiros paraenses a experiência de se trabalhar num dos melhores restaurantes de Florença, o Grand Hotel di Firenzi.

O pólo Amazônia Atlântica será representado pelos municípios de Curuçá, Marapanim, Quatipuru, São João de Pirabas e Moju. O pólo apresentará como entrada a bebida quilombola Emu, em meio a um ritual de dança afro-brasileira e consagração da bebida com a participação de 25 representantes das comunidades quilombolas de África e Laranjituba, do município de Moju. “Esperamos que o ritual seja um sucesso e que as pessoas gostem da bebida, pois ela será apresentada pela primeira vez a um evento internacional”, disse o representante da comunidade, Magno Nascimento.

O prato principal do jantar vem do município de Curuçá. O “peixe na palha da macaxeira”, que será preparado por Jéssica Neves da Silva, é uma das pedidas de quem visita a cidade. Jéssica trabalha há dois anos no restaurante do Japa, onde aprendeu a preparar a atração gastronômica da cidade. “É um filé de pescada amarela que a maioria das pessoas que passam por lá pedem”, explica. Para encerrar a primeira noite do jantar, a sobremesa de biscoito da fécula da mandioca, produzida pelo município de Marapanim.

As delícias do pólo Marajó serão degustadas na segunda noite do Festival Gastronômico, que será representado pelos municípios de Cachoeira do Arari, Soure, Ponta de Pedras e Santa Cruz do Arari. O público deve conferir logo como entrada do jantar a “Mujica de camarão”. No prato principal, “Filé de búfalo com queijo do Marajó”, com os acompanhamentos “Farofa do frito do Vaqueiro” e arroz branco. Para sobremesa, “Doce de leite e queijo do Marajó”. As delícias serão preparadas pela representante de Ponta de Pedras, Daniele Castro.

O terceiro e último dia será uma descoberta aos sabores do pólo Araguaia Tocantins. Quem ainda não conhece as belezas da região terá a oportunidade de experimentar a “Cestinha Rondon, feita com carne de sol, do município de Rondon do Pará e o “Tucunaré ao molho de camarão”. O peixe foi eleito símbolo da região e o prato que será apresentado, com arroz, farofa e vinagrete, é especialidade do restaurante Vila Itacaiúnas, em Marabá. “É um prato bem conhecido para quem freqüenta Marabá”, disse o proprietário do restaurante, Delano Remor, que servirá como sobremesa “Torta de cupuaçu com castanha”.

Serviço - O Festival Gastronômico Paraense faz parte da programação da 5ª Feira Internacional de Turismo da Amazônia (5ª Fita), que acontece de 12 a 15 deste mês, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O festival acontece de 12 a 14, das 20h às 22h, no salão B do Hangar.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Festival valoriza gastronomia do interior do Estado do Pará

Uma das atrações da 5ª Feira Internacional de Turismo da Amazônia, que acontece entre os 12 e 15 deste mês, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia será o Festival Gastronômico Paraense, que pretende divulgar a gastronomia do Estado como diferencial competitivo no segmento do turismo. Em cada noite do festival será servido um jantar para 200 convidados preparado por representantes da gastronomia do interior do Estado.

A proposta do evento, construída entre a Companhia Paraense de Turismo (Paratur), Hangar, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e associações e federações de municípios, pretende valorizar e apresentar ao público da 5ª FITA os profissionais e a culinária de cada pólo turístico. Na avaliação do consultor do evento, o chefe de cozinha, Fábio Sicília, é a primeira vez que se tem um movimento grande de valorização dos cozinheiros do interior no Estado. “São profissionais escolhidos para representar o que de melhor é oferecido nos pólos turísticos e isso dá notoriedade ao evento e demonstra respeito por quem, de fato, faz a nossa cozinha paraense”, disse ele.
Notoriedade – Uma das principais atrações do festival será a participação do chefe de cozinha italiano, Fabrizio Innocenti. Reconhecido como um dos melhores chefes da Europa, Innocenti vai repassar aos cozinheiros paraenses a experiência de se trabalhar num dos melhores restaurantes de Florença, o Grand Hotel di Firenzi. Além de visitar as feiras livres e o mercado do Ver-o-Peso para conhecer os peixes, as frutas, verduras e temperos usados na culinária paraense, Innocenti estará observando de perto como são preparados os pratos regionais produzidos pelos chefes paraenses e repassando informações sobre a gastronomia internacional.
Segundo Sicília, esse intercâmbio de conhecimento deve despertar a atenção do que seria interessante apresentar, da gastronomia dos municípios paraenses, ao turista gastronômico internacional, além de valorizar a culinária local. “Para alguns paraenses, a farinha que se encontra na mesa do paraense ainda é motivo de vergonha, mas para ele pode ser um diferencial”. Sicília cita como exemplo de um dos melhores pratos do mundo o turu, iguaria retirada dos mangues amazônicos, que tem sido apresentado para chefes renomados. “Muito do que rejeitamos pode ser o produto que mais vai atrair o turista”.

Negócios em turismo é foco de debates e palestras da FITA 2010

Em sua quinta edição, a Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA) terá como tema “Turismo é negócios na Amazônia”. O objetivo principal é proporcionar o debate entre investidores, empresários e executivos do setor, além de apresentar as oportunidades e fomentar a realização de negócios no Estado ligados à atividade turística. O evento realizado pela Paratur e Hangar, ocorre entre os dias 12 e 15 de agosto, no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.

Para promover a troca de experiência e conhecimento entre profissionais, acadêmicos e estudantes de Turismo e Administração de Empresas, a programação da FITA 2010 inclui uma extensa lista de palestras e mesas redondas, reunindo alguns dos maiores especialistas do país. A primeira delas ocorre logo após a abertura oficial do evento, na manhã do dia 12, ministrada pelo professor e PhD da Universidade de São Paulo, José Dornelas, que falará sobre “Planos de Negócios que dão certo”.

Dornelas é um dos mais requisitados conferencistas sobre o tema no país. Graduado pela USP São Carlos, com mestrado e doutorado também pela USP, fez seu pós-doutorado nos EUA, no Centro de Empreendedorismo do Babson College, considerada a melhor escola de negócios com foco em ensino de empreendedorismo no mundo. É autor de diversos livros como o best-seller nacional “Empreendedorismo, transformando idéias em negócios” e “Empreendedorismo Corporativo”, finalista do Prêmio Jabuti. Com sua larga experiência prestou consultoria para empresas do porte de Ambev, Bradesco, Braskem, Gerdau, HP, IBM, Microsoft, Nestlé, Telefônica, Unibanco, Vale, entre outras.

Na manhã da sexta-feira (13), haverá a mesa redonda “Turismo de Base Comunitária: Risco ou Oportunidades?”, reunindo como debatedores o coordenador de Infra-estrutura, Transporte, Comunicação e Turismo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Donald Sinclair; Gabriela Fontoura da Estação Gabiraba e o professor mestre da Universidade Federal do Pará (UFPa), Hugo Serra. No período da tarde, Daniela Soares do Nascimento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), apresenta a palestra “Estratégias para Negócios Sustentáveis na Amazônia”.

Proteção e inclusão social – Além de voltada para a realização de negócios, a programação da FITA 2010 também reúne palestras e debates relacionados à temática social. Logo no dia 12, no período da tarde, Valéria Borelli do Grupo de Ação Regional das Américas (Gara) falará sobre “Responsabilidade Social & Sustentabilidade no Turismo e Prevenção à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo”.
Já no dia seguinte, sexta-feira (13), o vice-presidente da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape-SP) ministra a palestra “Turismo Acessível: Inclusão de Pessoas com Deficiências na Atividade Turística”, enquanto que o professor mestre Sérgio Salvati, também da Avape-SP, dará o curso “Qualificação para Pessoas com Deficiência – PCD”.

domingo, 8 de agosto de 2010

Profissionais de turismo discutem negócios e visitam pontos turísticos do Pará durante a FITA 2010

Um dos eventos que acontecerão durante a V Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA) é a Bolsa de Negócios. Trata-se de um espaço destinado a negociações entre profissionais do ramo: de um lado, empresas compradoras ou “buyers”, que são as operadoras de turismo, que organizam e vendem pacotes turísticos; de outro, empresas fornecedoras ou “suppliers”, que incluem hotéis, agências de receptivo e companhias aéreas.

Segundo a gerente de assuntos internacionais da Companhia de Turismo do Pará (Paratur), Maria de Belém Gomes, são esperados este ano 38 compradores nacionais e internacionais (operadoras) e 50 fornecedores da Amazônia.

Os representantes das operadoras farão visitas a pontos turísticos de Belém, Santarém e Marajó. Conhecidas como “Famtur”, são as viagens de familiarização do interessado com o produto (no caso, a Amazônia). As visitas em Belém estão marcadas para o dia 12 de agosto (quinta-feira) pela manhã e incluirão museus e o distrito de Icoaraci, além de um passeio fluvial.

A Bolsa de Negócios acontecerá no dia 13 de agosto, segundo dia da FITA 2010, que vai de 12 a 15 de agosto no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. Com o tema “Turismo é negócio na Amazônia”, a feira tem como objetivo apresentar a oferta de produtos turísticos dos estados e países que compõem a Pan-Amazônia de forma integrada aos demais mercados turísticos nacionais e internacionais, consolidando a atividade como uma alternativa.

sábado, 7 de agosto de 2010

Especialista em empreendedorismo fará palestra de abertura da Fita

O especialista em Empreendedorismo e Planos de Negócios, José Dornelas, fará a palestra de abertura da 5ª Feira Internacional de Turismo da Amazônia (Fita), no próximo dia 12 de agosto, a partir de 10h, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento, que aborda a oferta de produtos turísticos de Estados e países que compõem a Pan-Amazônia, prosseguirá até o dia 15.

O tema da palestra de José Dornelas será Planos de Negócios. "Vou tratar o tema de forma geral, e depois farei uma abordagem mais direcionada aos Estados amazônicos", informou. Segundo ele, a "Amazônia vive um momento especial, de grandes investimentos e novas oportunidades para as pessoas".

Dornelas é autor de diversos livros, como "A Coleção 101 Maneiras", e assessora empresas nacionais e multinacionais, com treinamentos, palestras e consultorias em empreendedorismo corporativo e planos de negócios.

Com apoio do governo do Estado e Ministério do Turismo, a Fita é voltada a operadores e agentes de viagens, além de representantes de empresas de transporte, hoteleiros, órgãos oficiais de turismo, imprensa especializada, profissionais do setor e professores e estudantes de Turismo.

A estrutura contará com feira de produtos de turismo, espaços temáticos, bolsa de negócios, festival gastronômico e apresentações culturais. A Fita terá representantes da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Representantes da gastronomia paraense visitam cozinha industrial do Hangar

Representantes da gastronomia dos municípios paraenses visitaram a cozinha industrial do Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, na manhã desta quinta-feira (5) para conhecerem o espaço onde serão preparados os pratos que serão servidos no Festival Gastronômico Paraense, que acontece no período de 12 a 15 deste mês, no salão B do Hangar.
O Festival Gastronômico Paraense é uma das atrações da 5ª Feira Internacional de Turismo da Amazônia (5ª Fita) e pretende divulgar a gastronomia do Estado como diferencial competitivo no segmento do turismo, apresentando em cada noite a diversidade de sabores dos pólos Amazônia Atlântica, Araguaia Tocantins, Marajó e Belém.
Antes da visita ao Hangar, eles participam de um treinamento no auditório da Companhia Paraense de Turismo (Paratur) com o consultor do festival, o chefe de cozinha, Fábio Sicília, que orientou sobre a concepção do jantar que será oferecido em cada noite do festival. Foi o momento de tirar dúvidas sobre a concepção de um jantar, a forma de apresentação de um prato e toda a sistemática de produção que o evento exige, além de dicas sobre boas práticas de manipulação e armazenamento de alimentos.

Para uma das representantes do polo Amazônia Atlântica, Jéssica Neves da Silva, a visita foi proveitosa pelas dicas que o chefe de cozinha repassou e ainda não eram utilizadas por ela no preparo do "peixe na palha de macaxeira". O prato, que será servido na entrada do primeiro dia do festival, também é uma das atrações do restaurante onde trabalha, no município de Curuçá.
É a primeira vez que a cozinha industrial do Hangar será usada para reunir representantes da culinária do interior do Estado. Lançada com a proposta de servir também como escola para formar mão de obra e qualificar o mercado local, a cozinha tem capacidade para quatro mil refeições por hora, possui duas câmaras frigoríficas, fogão industrial, forno elétrico e um espaço exclusivo para manipulação de alimentos, além de um sistema de higienização para o quadro de pessoal.
Segundo o gerente comercial do Hangar, Jéferson Medeiros, além de apresentar os sabores paraenses para mostrar para ao público da 5ª Fita, o festival tem como diferencial atrair fatos de interesse turístico. “O Pará está se solidificando e vem sendo elogiado pela excelente oportunidade de apresentar a diversidade da gastronomia no mercado nacional e internacional”, disse ele.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Paratur e Hangar realizam FITA 2010

A Paratur em parceria com o Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia realiza a quinta edição da Feira Internacional de Turismo da Amazônia (FITA), no período de 12 a 15 de agosto, no próprio Hangar, em Belém. Este ano a temática do evento será “Turismo é negócio na Amazônia”.

A feira tem como objetivo apresentar a oferta de produtos turísticos dos estados e países que compõem a Pan-Amazônia de forma integrada aos demais mercados turísticos nacionais e internacionais, consolidando assim a atividade turística como uma alternativa viável ao desenvolvimento sócio-econômico, além de atrair de novos e grandes investimentos à região.

O evento, que conta com a promoção do Governo do Estado do Pará e apoio do Ministério do Turismo, é uma grande oportunidade para que o trade mundial possa conhecer a oferta de produtos e serviços turísticos da região amazônica. Desde sua primeira versão em 2002, a FITA fortalece a demanda de turistas nacionais e internacionais em visita a região.

Voltada para operadores e agentes de viagens, representantes de empresas de transporte, hoteleiros, órgãos oficias de turismo, imprensa especializada, profissionais do setor, professores e estudantes, a estrutura da FITA inclui a Feira de Produtos Turísticos, espaços temáticos, programação técnico-científica, Bolsa de Negócios, Festival Gastronômico e apresentações culturais, além de missões promocionais como a realização de famturs e press-trips.

Assim, a FITA consolida a presença da região amazônica no cenário de grandes feiras e eventos da América Latina, reunindo todos os estados brasileiros e países pan-amazônicos (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa (França), Peru, Suriname e Venezuela), ao promover a criação de roteiros integrados, facilitar a troca de experiências e comercialização de produtos turísticos no mercado internacional, firmar a imagem turística da Amazônia para os mercados emissores mundiais e mostrar aos profissionais de outros países que a Amazônia está pronta para receber turistas.

Hangar

Inaugurado em maio de 2007, o Hangar – Feira e Centro de Convenções da Amazônia, foi construído sobre a área onde funcionava o antigo Parque de Aeronáutica. O investimento de cerca de 75 milhões de reais resultou num belo e moderno projeto arquitetônico. Planejado para ser o mais completo e versátil centro de convenções do Norte do País, com infra-estrutura para realização de diferentes tipos de eventos e de qualquer porte, como feiras, congressos, convenções, encontros, seminários, simpósios, exposições e shows.

O auditório central tem capacidade para 2.160 lugares, e pode ser dividido em até oito partes, tendo cada uma delas, a possibilidade de receber 220 pessoas. Além disso, o Hangar conta com 14 salas para palestras, seminários e eventos similares; praça de alimentação, com local para restaurante e lanchonetes; e área de 7,5 mil metros quadrados para feiras e exposições. O estacionamento tem capacidade para abrigar cerca de 800 carros.