quarta-feira, 15 de março de 2017

FARINHA DE BRAGANÇA, DELÍCIA CULINÁRIA DO PARÁ

Produção da Farinha / Foto: Google
A gastronomia paraense é conhecida por sua riqueza e seus característicos sabores. E um desses alimentos presentes na tradicional alimentação do paraense é a famosa “Farinha de Bragança”, presente na maioria dos isopores carregados na bagagem de quem sai do estado. Uma delícia!
Foto: Remanso do Bosque

A relação entre Bragança e a produção de farinha é tão remota quanto a origem do município, onde os índios da nação Tupinambá habitavam as margens do rio Caeté.
E, por ser degustada com tamanho apreço, parte da farinha feita pelos produtores mais antigos ainda em atividade é encomendada antecipadamente, uma vez que a demanda não consegue ser atendida de outra maneira devido à grande procura. As famílias Padilha e Santino são os principais nomes nesta tradição, torrando o produto no mesmo tacho de bronze, trazido da Europa, juntamente com os trilhos da extinta Estrada de Ferro de Bragança, há três gerações. Os Santino e os Padilha são vizinhos no Camutá, comunidade ribeirinha, vizinha da Vila-Que-Era (onde está o marco de fundação da cidade, pelo português Álvaro de Sousa), ambas localizadas à margem oposta à cidade, originada do outro lado - para onde, poucos anos após fundação, os moradores se mudaram para manter melhor comunicação com Belém, obtendo assim maiores recursos.
Os segredos da peculiaridade do sabor da farinha lavada

Há vários tipos de farinha: d’água, seca, de tapioca, com coco. Mas, quando o assunto é farinha de Bragança, a referência é a d’água, muito bem lavada. A lavagem da farinha é um dos principais segredos para obter o resultado que tanto encanta os apreciadores do produto, por isso a diferença entre a farinha d’água, a comum e a lavada. Fazendo que a mesma seja desejada e exportada de Bragança para outros municípios, e até para outros estados. 

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